Como bom e qualquer criador, sempre gostamos de ir atrás de informações que possam melhorar a produtividade de nosso rebanho, assim como manter os animais bem instalados nas devidas técnicas de Bem-estar e manejo correto de forma a todos saírem ganhando, não é mesmo!
Um criador responsável deixa seus animais livres de enfermidades, fome, sede ou desconforto e proporciona condições favoráveis de produção, nunca explorando-os em demasia, respeitando o tempo de cada espécie. Separei algumas ótimas dicas para começar a sua criação de ovelhas e/ou cabras! Bom proveito.
Sanidade de Ovinos e Caprinos
Medidas de Higiene e Bem- Estar
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Ventilação adequada aos animais
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Temperatura
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Umidade
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Capacidade de lotação (1,0-1,5m2/adulto)
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Limpeza do aprisco (capril ou ovil) com frequência
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Manutenção de pastagens para evitar verminoses
Aprisco
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Principal instalação – área coberta
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Declividade de 5% - facilita escoamento de água
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Divisões - baias individuais, coletivas,
maternidade, etc.
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Piso ripado - 0,8 a 1 metro do solo
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Limpeza diária ou a cada dois dias
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Limpeza dos bebedouros periodicamente
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Limpeza dos comedouros
Baias e galpões
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Tipos de piso:
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Piso
Ripado: menor contado dos animais com fezes, urina e umidade. Facilita a
limpeza.
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Piso de
chão batido: baixo custo, mas os animais tem maior contato com fezes, urina e
umidade (disseminação de pneumonia, verminoses e diarreia). Necessita material
para cama.
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Piso de
Cimento: alto custo, animais também tem contato com urina, fezes e umidade.
Necessita material para cama com trocas frequentes, pois impede drenagem e não
permite a perda de calor a noite causando desconforto.
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Cama de
revestimento: maravalha, serragem média, palha-de-arroz, palhadas de capim
picado, casca de café ou areia (menos recomendado).
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Solário:
área descoberta, contígua ao aprisco, aprisco, sem vegetação (verminoses), preferencialmente
de solo-cimento cimento (16:1) (fácil limpeza, limpeza, baixo custo)
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Esterqueira:
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Em geral: 20 a 50 metros do aprisco
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Preferencialmente coberta (alvenaria, bambu),
subterrânea ou superficial (perda de nutrientes, contaminação)
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Dimensões de acordo com a quantidade de animais,
subdividida em 2 ou 3 compartimentos
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Esterco retirado a cada 60-90 dias
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Eliminação do odor (amônia): camada (10cm) de
cal virgem a cada 5 dias- enriquece o adubo com cálcio.
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Comedouros:
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Preferencialmente na parte externa da baias.
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Materiais: tambor plástico, madeira, alvenaria,
cimento, etc.
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Deve permitir o acesso de todos os animais ao
mesmo tempo.
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Altura sempre acima da cauda.
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Do lado oposto aos bebedouros.
Sala de ordenha
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Sempre limpa e organizada, somente animais
lactantes.
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Preferencialmente: paredes azulejadas até 1,5m,
piso de cimento rústico ou emborrachado.
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Pedilúvio: com 10 cm de profundidade, sempre na
entrada de salas de espera e bretes.
Áreas de isolamento
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Sempre longe do aprisco.
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Baias individuais com solário e de material de
fácil limpeza.
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Para abrigar animais doentes ou com suspeitas, além de possuir ambiente preparado de Quarentena para receber os animais recém-adquiridos (de leilões, feiras, etc.) de modo a evitar a contaminação no lote atual, onde devem permanecer em observação em média 20 dias.
Depósitos de ração e silos
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Local seco e bem ventilado, com estrado de
madeira para evitar a umidade excessiva.
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Silos bem cobertos e protegidos de pragas
(roedores e insetos).
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Pia, sanitário e banheiro para funcionários e
técnicos manterem a higiene.
Fêmeas prenhes e Crias
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Fêmeas Prenhes:
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Evitar contato com matrizes de outras espécies
(gatos, ratos).
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Separar matrizes 6 a 8 semanas antes do parto.
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Vermifugar e vacinar 3 a 4 semanas antes do
parto.
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Realizar limpeza e corte dos pelos da cauda,
úbere e olhos.
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Após o parto verificar se a matriz expulsou a
placenta.
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Crias:
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Corte e desinfecção do cordão umbilical (iodo a
10% por 2 a 3 dias).
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Garantir a ingestão do colostro nas primeiras 6
horas.
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Manter os recém nascidos no aprisco nos
primeiros 15 a 20 dias de vida.
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Colostro: armazenar até 7 dias a 4ºC, e até 6
meses congelado a -10ºC.
ᴥ
Aquecer o colostro a 50ºC e oferecer 150ml três
vezes ao dia.
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Vermifugar com três semanas (saída para o pasto
ou desmame em piquetes específicos).
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Cortas os pelos da cauda de cordeiros lanados ao
2º ou 3º dia de vida, evita acumulo de
fezes e muco.
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Separação de animais por sexo ou castração para
os maiores de 4 meses.
Adultos
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Casqueamento:
é importante, pois há o acumulo de matéria orgânica, que pode dificultar a
locomoção, reduzir a ingestão de alimento, dificultar a cobertura dos
reprodutores.
Principais doenças infecciosas
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Mastite: inflamação da glândula mamária (Staphylococcus aureus, Staphylococcus spp., Streptococcus spp, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia
coli). Transmitida pelo ordenhador, ou ordenhadeira através do canal do
teto. Sintomas são febre, edema, leite com grumos de pus.
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Na pré-ordenha:
realizar a higiene das mãos, utilizar uma caneca telada de fundo preto para
verificar qualquer alteração no leite, limpar o úbere (agua clorada se
necessário), antissepsia pré-dipping (: soluções iodadas a 0,25 a 1% ou à base
de hipoclorito de sódio 2% a 10%) e secar o úbere com toalha descartável.
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Na pós-ordenha:
fazer imersão dos tetos em solução de iodo glicerinado a 1% (esfíncter aberto).
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Linfadenite caseosa: Doença contagiosa crônica de
ovinos e caprinos caracterizada por abscessos nos linfonodos superficiais ou
internos (Corynebacterium pseudotuberculosis).
Transmitida pela pele, geralmente lesões, contato com animais doentes e
alimentos contaminados. Sintomas são aumento dos linfonodos. O tratamento é
feito com a antissepsia e remoção dos abcessos.
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Ceratoconjuntivite contagiosa: enfermidade infecto-contagiosa com reação inflamatória de
caráter agudo ou crônico da conjuntiva que acomete ovinos, caprinos e bovinos.
Sintomas são lacrimejamento intenso, vermelhidão, inchaço nos olhos e úlceras
na córnea. (Branhamella ovis (Moraxella
ovis), Mycoplasma spp, Chlamydophila spp, Moraxella bovis, Staphylococcus
aureus). Evitar pastos muito altos, pouco sombreamento, ambientes muito
fechados, controle de moscas, poeira e animais de outras espécies. Vacinas os
animais a partir de 4 meses de idade.
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Pododermatite: doença contagiosa crônica, necrosante da epiderme interdigital
e matriz do casco dos ovinos e caprinos, levando à manqueira (claudicação).
Sintomas são perda de peso, queda na produção de lã, leite e carne e
transtornos reprodutivos. (Dichelobacter
nodosus). Realizar pedilúvio nos animais: formalina a 2,5% ou sulfato de
zinco a 10%, vacinação (Foot-Vac®) a partir dos 3 meses de idade.
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Artrite-encefalite caprina (CAE): doença contagiosa
viral que provoca inflamação no sistema
nervoso, nas articulações e nas glândulas mamárias (vírus da família Retroviridae). A transmissão se dá
através de consumo de leite ou colostro de animais infectados, sêmen ou fômites
com sangue. Sintomas são claudicação e edema em animais de mais de 2 anos com
artrite no joelho, em filhotes pode ocorrer paralisia de um dos membros. Não há
vacina nem tratamento, é feito eutanásia.
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Ectima contagioso: enfermidade causada por DNA vírus
(família Poxviridae, gênero Parapoxvirus), acometendo caprinos e
ovinos entre o 3º e 6º mês de idade. Sintomas são pontos avermelhados nos
lábios que formam pústulas que se rompem, vesículas na gengiva, narinas, úbere
, língua, olhos e vulva. Quando o animal ingere a saliva infectada causa
úlceras no estômago e intestino (óbito). Revacinar os animais a cada seis
meses, pois não há tratamento.
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Língua Azul: doença infecciosa causada por vírus do
gênero Orbivirus, família Reoviridae que afeta ruminantes
domésticos e silvestres (cervídeos), apresentando como vetores, insetos
hematófagos do gênero Culicoides (borrachudo,
mosca do sangue. Sintomas são edema de face, febre, corrimento nasal com
crostas, vesículas na boca e lábios, claudicação, perda de peso, óbito. Em
caprinos causa uma anemia leve. No Brasil não há vacina para as estirpes
circulantes.
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Micoplasmose: Lesões inflamatórias nas articulações,
glândula mamária, pulmões e olhos por espécies de Mycoplasma. Os jovens são mais susceptíveis, e os sintomas são
febre, tosse, aumento de linfonodos e articulações.
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Verminoses:
Haemonchus spp. Causa anemia e edema
submandibular. O tratamento é feito com anti-helmínticos, método da famacha
(exame ocular) e manejo das pastagens.